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23/04/2018 23:48

Base da Lixeira: Polícia investiga possível represália de traficante em ataque a base

Segunda-Feira, 23 de Abril de 2018, 16h:52

Polícia investiga possível represália de traficante em ataque a base

Por: LUIS VINICIUS

A Polícia Civil investiga se o ataque contra a Base Comunitária da Polícia Militar do bairro Lixeira, em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (23), é uma represália de um traficante de drogas da região. Segundo informações repassadas por uma fonte ao HiperNotícias, um criminoso identificado apenas como "E", foi baleado ao tentar tomar a arma de um policial militar durante uma abordagem, e por conta disso teria comandando o ataque.

Alan Cosme/HiperNotícias

Ataque a Base da PM pode estar ligado com represália do tráfico

Os tiros foram disparados por volta das 09h30. Foram mais de cinco disparos, sendo que a Politec conseguiu recolher cápsulas de pistola calibre 380 no muro que fica ao lado da base. A principal hipótese é uma suposta represália por parte do tráfico de drogas contra a PM. 

 

O suspeito, que está sendo investigado como suposto mandante, possuí diversas passagens criminais por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, dentre outros crimes. Em junho de 2017, ele foi encontrado em uma rua do bairro Lixeira com uma porção de entorpecentes. Os militares o abordaram, mas o criminoso teria resistido à prisão e entrado em luta corporal com os policiais. Durante toda a confusão, o homem teria quebrado o joelho de um dos militares e a mão de outro.

 

Mesmo feridos, os PMs detiveram o rapaz, mas devido toda a luta não conseguiram chegar até a viatura para pedir apoio. Diante disso, comparsas do criminoso foram até o local e conseguiram resgatá-lo. .

 

Passados quase 10 meses, o suspeito foi novamente encontrado comercializando drogas no bairro. O mesmo policial que teve o joelho quebrado na primeira ação foi o responsável novamente pela sua detenção. O militar o abordou e novamente o criminoso tentou tomar a arma do policial. Desta vez, o agente conseguiu sacar a pistola e atirar na coxa do traficante. Ele chegou a ser encaminhado ao Pronto-Socorro de Cuiabá (PSMC), onde permanece internado recebendo atendimento médico. O estado de saúde dele, no entanto, não foi informado.

 

“Ele sempre tentou fazer gracinhas com os policiais. Ele tem várias passagens criminais por diversos crimes. É um cara que sempre tenta reagir contra os militares e por isso, o atentado de hoje possa ser represália de algum criminoso a mando dele. Mas, é preciso dizer que essa é uma apenas uma linha de investigação. Não temos nada de concreto e se eu disser algo neste momento, posso atrapalhar as investigações. No entanto, o fato dele sempre resistir as abordagens nos leva a crer que ele possa estar envolvido no crime”, disse uma fonte que não quis se identificar.

 

Desta forma, policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) devem ir até o Pronto-Socorro de Cuiabá colher depoimentos do suspeito para obter mais informações. O nome dele não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

 

O caso

 

A Base de Segurança Comunitária sofreu um atentado a tiros. Os criminosos teriam subido no muro e atirado diversas vezes contra o prédio. Não há informações de feridos.

 

Durante os trabalhos da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec), peritos encontraram uma bala em uma parede do prédio poucas horas após o ataque. Com isso, fica confirmado outro ataque a dois prédios da Segurança Pública (Sesp), em menos de uma semana.

 

Para tentar localizar os criminosos, o GCCO abriu um inquérito para investigar o ataque. Até o momento, ninguém foi preso.

 

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), moradores ouviram cerca de cinco a seis tiros nos fundos da unidade policial, onde há uma praça, um conjunto habitacional e uma creche nas proximidades.

 

A Sesp informou que o sistema de segurança pública trabalha 24 horas para poder encontrar os criminosos e evitar novos crimes. A Polícia Militar informa que os trabalhos na Base Comunitária continuam normalmente.


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